
No oitavo episódio da segunda temporada do Ossobuco Podcast, mergulhamos na trajetória inspiradora de Martinha do Coco. Vinda de Olinda aos 17 anos, Martinha compartilha como reconectou suas raízes pernambucanas com o solo do Distrito Federal ao descobrir em Ceilândia e no Paranoá a mesma pulsação e estética de sua periferia natal. Entre o trabalho como gari e as cantorias que realizava no ônibus da firma, ela encontrou nos Tambores do Paranoá e no samba de coco um caminho de cura e afirmação, transformando vivências e dores pessoais em composições que hoje a consagram como uma mestra da cultura popular candanga. A conversa ganha novas camadas com a participação de Tico Magalhães, mestre do grupo Seu Estrelo, que reflete sobre Brasília como uma "grande encruzilhada" de identidades e encontros. O diálogo explora a relação entre território e pertencimento, discutindo como a capital permite que tradições brasileiras se reinventem e floresçam em meio ao Cerrado. É um episódio que celebra a força dos tambores, a oralidade e o papel fundamental de artistas que, como Martinha, mantêm viva a memória e a diversidade cultural do DF através do ritmo e do encantamento.