
Sobre o livro do Cântico dos Cânticos - cap. 2, 8-17 Ela A voz do meu amado! Ei-lo que chega, saltando sobre os montes, pulando as colinas. O meu amado é semelhante a um cervo, a um filhote de gazela. Eis que ele está à espera atrás do nosso muro a olhar pelas janelas, a espreitar pelas frestas. O meu amado respondeu e disse-me: Ele Levanta-te! Anda, amiga minha! Formosa minha, anda daí! Eis que o inverno já passou, a chuva acabou e foi-se embora. Despontam as flores sobre a terra, é chegado o tempo dos cantares e ouve-se a voz da rola na nossa terra. Da figueira brotam já os primeiros figos e as videiras em flor difundem perfume. Levanta-te! Anda, amiga minha! Minha bela, anda daí! Minha pomba, nas fendas do rochedo, nos recantos das escarpas, deixa-me ver o teu rosto. Deixa-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é suave e formosa, a tua figura. Agarrai-nos as raposas, essas raposas pequenas que destroem as vinhas; e as nossas vinhas estão em flor. Ela O meu amado é para mim e eu sou para ele, ele que apascenta o rebanho entre os lírios. Antes que sopre a brisa do dia e as sombras se ponham em fuga, volta, amado meu! Sê como um cervo ou como um filhote de gazela pelas quebradas dos montes.