
Os novos desdobramentos que vieram à tona essa semana sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco levantam novamente a discussão sobre a delação premiada. Os fatos foram revelados à Polícia Federal na delação do ex-policial militar Élcio de Queiroz, que resolveu confessar participação e apontar outros envolvidos após perder a confiança no então comparsa, Ronnie Lessa, indicado por ele como o autor dos disparos que mataram a vereadora. E aí vêm mais uma vez as perguntas. As delações premiadas, que são autorizadas por lei, são importantes, fundamentais, indispensáveis para uma investigação, para um processo judicial? Elas foram muito questionadas, principalmente na operação Lava-Jato. Em alguns casos, foram até anuladas e o conteúdo descartado. Para debater o assunto, o apresentador Eustáquio Ramos recebe a desembargadora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Daniela Bonaccorsi, professora da PUC Minas, mestre e doutora em Direito Processual e o também o advogado criminalista, especialista em Ciências Criminais, José de Assis Santiago, mestre e doutor em Direito Processual, professor da PUC Minas e integrante do Conselho do Instituto de Ciências Penais.