
Graça e paz sejam com os irmãos que se santificam diariamente, abdicando de suas cobiças a fim de não dar brecha para o pecado. A respeito disso, Tiago, irmão de Jesus, escreveu: "Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz." (Tiago 1.14 ARA) O significado de cobiça é: desejo ardente de possuir ou conseguir algo (Oxford Languages). Portanto, quando o desejo de alcançar algo, desta terra, é maior que nosso desejo de ser santo, entramos em tentação e, na maioria das vezes, caímos no pecado. O vil tentador nos acompanha desde o nascimento. Ele não sabe dos nossos pensamentos (como Deus), mas conhece os nossos hábitos, nossa rotina e nossas manias. Sabe do que gostamos, pelo o que somos atraídos e o que cobiçamos (temos intenso desejo). Ainda que esse intenso desejo seja por algo bom, puro e verdadeiro, ele usa isso como uma forma de nos tentar, de nos fazer cair. No Getsêmani (veja Mateus 26.36-46), Jesus estava profundamente triste e angustiado. Então, chamou Pedro e mais dois discípulos (filhos de Zebedeu) para ficar com Ele enquanto orava. Porém, eles acabaram dormindo por três vezes, mesmo Jesus ordenando que vigiassem e orassem para não cair em tentação. Ora, a tentação deles naquele momento era o sono. Física, psicológica e espiritualmente eles deviam estar cansados. Seria compreensível que quisessem dormir e, naquele momento, fosse o que eles mais cobiçassem. Entretanto, eles pecaram, por desobedecer a Cristo, não vigiando e orando, e por desejarem mais dormir do que obedecê-Lo. Vigiar com Jesus seria, naquele momento, viver para Ele e andar no Espírito, como Paulo exortou nas cartas aos Filipenses (1.21) e Gálatas (5.16), respectivamente. E, o fato de darem vazão ao desejo da carne (de dormir) fez com que pecassem. A cobiça pelo sono, naquela oportunidade, fez com que caíssem em tentação. Por isso, Jesus os avisou que o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Pelo Espírito, eles teriam cumprido a ordem de Jesus de ficar e vigiar com Ele, mas, pela cobiça da carne, pecaram. E é para isso que somos chamados: andar no Espírito, para que jamais satisfaçamos as vontades da carne. Essa carne a que Paulo se refere é diferente da que Jesus se referiu, esta está ligada à nossa natureza Adâmica, à nossa natureza pecaminosa. Jesus, no entanto, se referiu meramente ao nosso corpo. Ou seja, a nossa natureza pecaminosa milita contra o Espírito Santo de Deus que habita em nós, e é nosso dever, enquanto cristãos, andar no Espírito, fazer a vontade do Espírito, cobiçar as coisas de Deus e não as terrenas, para que não caiamos em tentação. Por isso, façamos uma análise a respeito de quais coisas seculares estamos cobiçando mais, chegando à conclusão de quais são as áreas que estamos mais propensos a cair em tentação. Depois desse exercício, realinhemos nossos desejos pelas coisas daqui, buscando tudo com equilíbrio, e focando primeiramente no Reino dos Céus, pois é lá que deve estar o nosso tesouro, o nosso coração, e ter a consciência de que todas as coisas daqui são um bônus que devemos usar para nos santificar. Desta forma, seremos equilibrados, e não permitiremos que as coisas daqui se transformem em ídolos (deuses) para nós. Amém? Deus abençoe aos que colocam a sua esperança em Cristo não só para a essa vida, mas, principalmente, para a próxima.