
A operação mais letal da história do Rio de Janeiro, realizada pela polícia civil, na comunidade do Jacarezinho, deixou 25 mortos, sendo um policial. De acordo com as autoridades, os outros 24 eram criminosos.Foram nove horas de tiroteio e a situação teria saído de controle depois da morte de um dos agentes das forças de segurança. Moradores relataram excessos e execuções. Organizações como Anistia Internacional, Fórum Brasileiro de Segurança Pública e a Human Rights Watch Brasil repudiaram a conduta da polícia, destaca o G1 (https://glo.bo/3eqTGPz). A Defensoria Pública do estado aponta que alguns dos locais onde ocorreram as mortes foram alterados antes da realização de perícia, revela a Folha de S.Paulo (https://bit.ly/3us5wyw). Especialistas ouvidos pelo O Globo (https://glo.bo/3b8Ccpf) destacaram que uma operação com tamanho número de mortes revela falta de planejamento e de cuidado com a segurança da população. Em coletiva de imprensa, a Polícia Civil disse não que houve erros ou excessos. Segundo a corporação, a operação cumpriu todos os protocolos exigidos por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) restringindo operações em favelas durante a pandemia a casos excepcionais. O Ministério Público do Rio informou que investigará denúncias de prática de abuso policial, aponta a Folha de S.Paulo (https://bit.ly/3b4DrFK). A Polícia ainda afirmou que existia uma ditadura do tráfico na região. O governador do Rio, Cláudio Castro, declarou em nota que a ação foi pautada por um longo e detalhado trabalho de inteligência, que demorou dez meses para ser concluído, reporta O Globo (https://glo.bo/3tvsLWV).