
Para tentar segurar a inflação, que tem subido mais que o esperado no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou nesta quarta-feira (17) a taxa básica de juros da economia em 0,75 ponto percentual. Com isso, a Selic passou de 2% para 2,75% ao ano. Segundo o G1 (https://glo.bo/30PS3U2), o aumento já era esperado por parte dos analistas do mercado financeiro, mas foi acima das estimativas. Essa foi a primeira elevação da taxa em seis anos. O percentual deve seguir aumentando, com prognóstico de terminar 2021 em 4,5% ao ano. Economistas avaliam que a elevação dos juros está relacionada principalmente à disparada do preço dos alimentos, combustíveis e do dólar. Corroboram ainda um cenário de tensão política, fraco ritmo de vacinação e a dificuldade em conter o aumento de gastos públicos. O G1 (https://glo.bo/3eNlgXT) aponta em outra matéria que, para a população em geral, os impactos de curto prazo serão pequenos. O crédito junto aos bancos tende a ficar um pouco mais caro e o câmbio mais estável. O real deve agregar valor quando comparado ao dólar, o que reduz a pressão inflacionária sobre combustíveis. Mais cedo, o Ministério da Economia elevou a projeção de inflação para 2021, de 3,23% para 4,4%. Com o aval de Jair Bolsonaro, a Câmara dos Deputados e o Senado derrubaram nesta quarta-feira (17) o veto presidencial e “perdoaram” dívidas tributárias de igrejas e templos religiosos. Na prática, o Congresso abriu caminho para que esse tipo de entidade deixe de depositar nos cofres públicos R$ 1,4 bilhão. O Globo (https://glo.bo/3vDP4vW) pontua que Bolsonaro acabou contrariando a equipe econômica em favor da sua base eleitoral ao apoiar a derrubada do veto.