
Em seu momento de maior fragilidade no governo, Jair Bolsonaro (sem partido) prepara uma reforma ministerial para dar mais poder ao Centrão. O bloco político era criticado no discurso do presidente e atualmente é um dos principais pilares da sua base de sustentação no Congresso. A aliança enterrou de vez o discurso bolsonarista, da campanha de 2018, de que o presidente não se renderia ao que chamava de a velha política do “toma lá, dá cá”, lembra a Folha de S.Paulo (https://bit.ly/3zl4Z3o). Devem ocorrer trocas em três pastas: o senador Ciro Nogueira (PP-PI) vai para a Casa Civil no lugar do general Luiz Eduardo Ramos, que passa para a Secretaria-Geral, hoje ocupada por Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Já Onyx assumirá o Ministério do Trabalho e da Previdência, que será recriado a partir do desdobramento do Ministério da Economia, de Paulo Guedes. Em entrevista ao Estadão (https://bit.ly/3rpd4RM), o general Ramos disse que não sabia da troca e que foi “atropelado por um trem”. Ele é considerado um dos mais leais colaboradores e amigos de Bolsonaro. Ramos não confirmou a ida para a Secretária-Geral da Presidência. O Globo (https://glo.bo/3kHM3aV) aponta que o convite ao senador Ciro Nogueira, um dos expoentes do Centrão, está visando as eleições do ano que vem. A ideia é não perder aliados até a disputa do pleito e também aliviar a pressão da base parlamentar insatisfeitos com a articulação do Palácio do Planalto e o desgaste com a CPI da Covid. A Folha de S.Paulo (https://bit.ly/2VWv3Dt) lembra que Ciro Nogueira tem um passado de apoio e elogios ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assim como já chamou de fascista o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de quem se tornou um dos principais defensores. As mudanças na esplanada devem se concretizar até o fim da semana.