
Por 423 votos contra e 35 a favor, o plenário da Câmara dos Deputados rejeitou na noite de quarta-feira (11) a adoção do modelo conhecido como “distritão” e aprovou o resgate das coligações partidárias nas eleições parlamentares. Os dispositivos constam em uma PEC que promove mudanças nas regras eleitorais. O texto-base da proposta foi aprovado em primeiro turno. O G1 (https://glo.bo/3iE1FL4) cita que o “distritão” resultaria em eleger só os candidatos mais votados. Já as coligações permitem a união de partidos para disputa das eleições. As coligações foram proibidas em 2017 e são vistas como retrocesso por especialistas. O mandato da deputada Flordelis (PDS-RJ), acusada de mandar matar o marido em 2019, foi cassado ontem pela Câmara dos Deputados, noticiou a Folha de S. Paulo (https://bit.ly/3CHLJiY). Além de perder a imunidade parlamentar, ela ficou inelegível por oito anos. O advogado de acusação protocolou um pedido de prisão preventiva contra Flordelis, reportou o Correio Braziliense (https://bit.ly/3s7Tw4X). Ao comentar a derrota da PEC do voto impresso, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a falar, mesmo sem provas, que a eleição de 2022 não será confiável. Também quebrou um acordo com o presidente da Câmara, Arthur Lira, de que aceitaria o resultado em caso de derrubada e mentiu ao falar que alguns parlamentares são a favor da medida, noticiou o G1 (https://glo.bo/3xCPsLa). O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que não vai reavaliar a proposta, ressaltou a CNN (https://bit.ly/3yIfcHb). Relator da PEC, o deputado Filipe Barros (PSL-PR) começou a recolher assinaturas para montar uma CPI afim de apurar a segurança das urnas eletrônicas, publicou o Poder360 (https://bit.ly/3m3cqsq). O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, reafirmou ontem que as urnas são “auditáveis e confiáveis”, após análise técnica. O plenário do TCU iniciou a análise de uma proposta de auditoria sobre o sistema de votação, mas o trabalho foi suspenso por 60 dias depois que o ministro Jorge Oliveira, aliado de Bolsonaro, pediu mais tempo para apreciar o tema, cita O Globo (https://glo.bo/3iGrxWZ).