
Após a negociação da vacina indiana Covaxin pelo governo federal se tornar foco de debates na CPI da Covid, a comissão vai apurar um acordo do Ministério da Saúde para compra de 60 milhões de doses do imunizante chinês CanSino por R$ 5 bilhões. A aquisição é intermediada por uma empresa alvo de investigação da Polícia Federal e apoiada pelos executivos Carlos Wizard e Luciano Hang, revelou no domingo (27) O Globo (https://glo.bo/3jpJxFT). A reportagem cita que o governo federal assinou neste mês uma carta de intenção com a Belcher Farmacêutica, que previa pagar US$ 17 por cada dose. Um contrato que libera o fornecimento dos imunizantes não foi assinado. A empresa é investigada por suspeita de desvio de verbas para compra de testes de covid-19 pelo governo do Distrito Federal, pois teria repassado propostas falsas. Mas a polêmica em torno da Covaxin teve um novo capítulo neste domingo (27). O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) denunciou que o Ministério da Saúde cortou o acesso ao sistema de seu irmão, o servidor Luis Ricardo Miranda, reportou a Folha de S. Paulo (https://bit.ly/3qwsTWv). Na CPI, os irmãos disseram ter alertado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre suspeitas de corrupção na aquisição da vacina indiana. A pasta da Saúde não se pronunciou sobre o bloqueio. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), acredita que, se o bloqueio do servidor for comprovado, o caso deve ser apurado, cita a Veja (https://bit.ly/2U75gHQ). Já o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), rebateu as acusações do parlamentar Luis Miranda ao negar envolvimento na compra da vacina. Integrantes do Palácio do Planalto informaram que, por hora, Barros segue no cargo, informou a Folha de S. Paulo (https://bit.ly/3hfwhkn).