
O governo federal comprou a vacina indiana contra a covid por um valor 1000% superior, apontam documentos recebidos pela CPI da Pandemia. Uma dose da Covaxin custaria US$ 1,34. O valor firmado em fevereiro deste ano, no entanto, foi de US$ 15, o mais caro entre todos os imunizantes negociados, destaca a CNN (https://bit.ly/3vTNy7L). A ordem para a aquisição da vacina indiana partiu pessoalmente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A negociação durou cerca de três meses, um prazo bem mais curto que o de outros acordos, aponta o Estadão (https://bit.ly/3qk 620e). As conversas com a Pfizer, por exemplo, duraram 11 meses e apesar de apresentar um produto mais barato que o indiano, o suposto alto custo foi o principal argumento do governo para explicar a lentidão das negociações. O preço e a celeridade do processo também chamaram atenção do Ministério Público Federal que propôs uma investigação criminal sobre a aquisição do produto da Índia, segundo matéria do G1 (https://glo.bo/3wVNypu). A compra da Covaxin pelo Brasil foi intermediada pela Precisa Medicamentos, diferente do que ocorreu com outros imunizantes quando o governo tratou diretamente do assunto. Este foi um dos motivos que tornou a empresa alvo da CPI da Covid no Senado, que na semana passada autorizou a quebra dos sigilos telefônico e bancário de um dos sócios, Francisco Maximiano. O empresário seria ouvido pela Comissão, nesta quarta-feira (23), mas ele alegou estar cumprindo quarentena depois de uma viagem à Índia para não comparecer. O depoimento será remarcado para semana que vem. Na sexta-feira (25), os senadores devem ouvir o chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Fernandes Miranda. Ele já depôs ao Ministério Público Federal sobre possíveis irregularidades na importação da vacina indiana, revelou a Folha de S. Paulo (https://bit.ly/3d51yFb). O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), irmão de Luís Ricardo, disse que o caso é “bem mais grave” do que a pressão para fechar o contrato.