
O Palácio do Planalto contestou a existência e autenticidade de um recibo sobre a importação de doses da vacina Covaxin que foi apresentado por um servidor numa denúncia feita ao presidente Jair Bolsonaro. Mas o documento, obtido pelo jornal O Globo (https://cutt.ly/cn6Ib2i), está disponível no sistema do Ministério da Saúde, ao qual integrantes do governo têm acesso. A polêmica aconteceu pois o ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência, e o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco levantaram suspeitas com relação a uma cópia de uma fatura de importação apresentada por Luis Ricardo Miranda e seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), sobre a compra da Covaxin. A compra pelo governo federal de doses da Covaxin se tornou o principal tema da CPI da Covid nesta semana. Luis Ricardo Miranda disse que identificou suspeitas de irregularidades na compra e que, junto com o irmão, avisou os problemas para o presidente Bolsonaro, no dia 20 de março. O G1 (https://cutt.ly/tn6IFAy) detalhou quais são as denúncias no caso e como o governo se defende. Ao não relatar à Polícia Federal suspeitas de corrupção envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin, o presidente Jair Bolsonaro pode ter cometido crimes de prevaricação, condescendência com o crime e, até mesmo, crime de responsabilidade, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão (https://cutt.ly/4n6Og2h) .