
Em mais um capítulo da crise entre os poderes, desta vez os governadores fizeram uma reunião em Brasília. A ideia inicial era divulgar uma nota conjunta contra as repetidas ameaças feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à democracia. Sem consenso, acabou sendo proposta a promoção de uma reunião entre Bolsonaro e presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Câmara e Senado, aponta o Estadão. O G1 lembra que a decisão foi tomada três dias após Jair Bolsonaro pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A Folha de S.Paulo destaca que o movimento dos governadores também procura ter um efeito nas Polícias Militares (PM). Bolsonaro tem radicalizado o discurso e inflamado os atos de apoio ao governo marcados para o 7 de Setembro. Avisados do risco de infiltração de bolsonaristas nas PMs, os governadores agiram para tentar estancar a crise. Mudando de assunto, o ministro Supremo Alexandre de Moraes arquivou nesta segunda-feira (23) o pedido para que o procurador-geral da República, Augusto Aras, fosse investigado por prevaricação. A ação rejeitada por Moraes defendia que Aras "permaneceu inerte" diante das acusações feitas por Bolsonaro sobre a segurança das urnas eletrônicas, lembra O Globo. O governo definiu, nesta segunda-feira (23), as regras para o início do programa voluntário de deslocamento do consumo de energia destinado a grandes consumidores que prevê a redução da demanda de eletricidade em horários de pico. A ideia é reduzir riscos de apagões devido à crise hídrica, explica o Estadão. Pelo terceiro dia consecutivo, o Brasil manteve a média móvel de mortes abaixo de 800 vítimas, informa o UOL. No momento, apenas o Acre está em tendência de aceleração na média de óbitos.