
No primeiro dia de depoimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contrariou orientações do Ministério da Saúde baseadas na ciência, para o combate à pandemia, noticiou a Folha de S.Paulo (https://bit.ly/3um9SHc). Segundo Mandetta, Bolsonaro adotou um “discurso negacionista” que pode ter contribuído para espalhar mais rapidamente a covid-19. O ex-ministro relatou aos senadores ter sido chamado no Palácio do Planalto para tratar sobre um decreto que pretendia incluir na bula da cloroquina a recomendação para uso em casos de covid, destacou o Estadão (https://bit.ly/3h3ta0m). O medicamento defendido pelo presidente é usado no combate à malária, artrite e lúpus, mas não há comprovação de eficácia contra o coronavírus. O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), considerou que o depoimento de Mandetta mostra que Bolsonaro divergiu das orientações científicas. Para esta quarta-feira (5), estava previsto o depoimento presencial para a CPI da Covid do também ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que se manteve no cargo durante boa parte da pandemia, entre maio de 2020 e março de 2021. Porém, matéria do O Globo (https://glo.bo/3xNZcmP) dá conta de que Pazuello comunicou que não poderá depor presencialmente, porque entrou em contato no fim de semana com pessoas que testaram positivo. A reportagem aponta que o ex-ministro passou por uma preparação de cerca de seis horas para o depoimento nesta terça-feira (4), com vídeos de momentos em que demonstrou irritação em público.