
Um comboio de veículos militares blindados irá passear pelos arredores do Congresso Nacional nesta terça-feira (10) pela manhã, informa o Estadão (https://cutt.ly/8QUJI0c). O desfile de tanques e armamentos é um evento promovido pela Marinha do Brasil. O evento está programado para o mesmo dia em que está prevista a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso no plenário da Câmara. A PEC tem sido motivo para declarações antidemocráticas e ameaças do presidente da República Jair Bolsonaro. A proposta já foi derrotada na comissão especial que avaliava o tema, mas, mesmo assim e diante da insistência de Bolsonaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidiu levar a questão para o plenário, em que será votada pelos 513 deputados. O G1 (https://cutt.ly/DQUJ57V) complementa que Lira chamou de "trágica coincidência" o anúncio da exibição de veículos militares blindados na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, junto com a análise da PEC do voto impresso. Parlamentares de oposição reagiram nesta segunda ao anúncio da exibição militar e acionaram a Justiça para pedir a proibição do evento. A oposição defende, no entanto, que a PEC seja votada e rejeitada o quanto antes para botar fim ao inflamado debate sobre o tema. Em meio à polêmica, o presidente Jair Bolsonaro postou em suas redes sociais um convite para que autoridades de Brasília, como os presidentes das Casas Legislativas e do Judiciário, recebam também os veículos militares. No início da noite de ontem (09), a Marinha divulgou nota na qual buscou esclarecer alguns pontos e amenizar o mal-estar causado pelo evento. Segundo a Folha de S.Paulo (https://cutt.ly/oQUKpap), a Força afirma que a entrega simbólica dos convites foi planejada antes do anúncio da data da votação da PEC do voto impresso e que não há relação nenhuma entre os dois acontecimentosou com "qualquer ato em curso nos Poderes da República". Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encaminharam notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a apuração de eventual crime na divulgação de informações sigilosas contidas no inquérito que investiga o ataque hacker sofrido pela Corte em 2018. Os alvos da notícia-crime são o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) e o delegado da PF (Polícia Federal) que coordena o inquérito. O crime que se busca apurar é o de divulgação de segredo. Conforme o R7 (https://cutt.ly/NQUJ02q), o presidente da República teria divulgado informações sigilosas do inquérito que investiga o ataque hacker em uma live nas redes sociais, além de ter falado sobre em uma entrevista à uma rádio.