
Em depoimento à CPI da Covid, o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, jogou a responsabilidade sobre a estratégia para obtenção de vacinas contra a covid e a busca por cloroquina para o Ministério da Saúde. Segundo ele, foi do ex-comandante da Saúde, Eduardo Pazuello, a decisão de entrar tardiamente na Covax Facility, consórcio da Organização Mundial da Saúde (OMS) para distribuição de vacinas, aponta o Estadão (https://bit.ly/3bEQsX0). O acordo do Brasil prevê doses para imunizar 10% da população. Conforme Araújo, o país poderia ter optado por assinar um contrato que permitisse imunizar até 50% dos habitantes. O ex-chanceler também negou que tenha atacado a China durante sua gestão. O Globo (https://glo.bo/3v0LeMQ) lembra que em pelo menos sete momentos o ex-ministro causou mal-estar com o país asiático por meio de publicações na internet e declarações em eventos oficiais. A Folha de S.Paulo (https://bit.ly/3otyeg5) destaca que Ernesto Araújo envolveu diretamente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas decisões de mobilizar a rede diplomática do Itamaraty em busca de medicamentos alternativos sem eficácia científica comprovada, como a cloroquina. Ele voltou a reforçar que as ações das Relações Exteriores, em relação aos remédios, foram todas guiadas por orientações do Ministério da Saúde. As colocações de Ernesto Araújo ocorreram um dia antes do depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuelo. A CNN (https://glo.bo/3wi1nxu) destaca que apesar de Pazuello ter conquistado, no Supremo Tribunal Federal (STF), o direito de não se autoincriminar durante a sessão desta quarta-feira (19), ele deve responder parte das perguntas. A estratégia será de exaltar feitos e poupar o presidente Bolsonaro.