
O ex-ministro da saúde, Eduardo Pazuello, e o atual, Marcelo Queiroga, serão convocados novamente para prestar explicações na CPI da Covid do Senado. Segundo o presidente do colegiado Omar Aziz (PSD–AM), as "mentiras" que "estão aparecendo" após o primeiro depoimento de Pazuello e o recente comportamento do general, que acompanhou, sem máscara, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em uma manifestação no último domingo (23), desmoralizaram o trabalho dos parlamentares. Para parte dos membros da CPI, os depoimentos de Queiroga e Pazuello não foram suficientes para sanar todas as dúvidas quanto a eventuais omissões do governo no enfrentamento à pandemia, destaca o UOL (https://bit.ly/3hPpEal). Os requerimentos para a reconvocação de ambos devem ser votados nesta quarta-feira (26). Também deverão ser convocados governadores. Ainda sobre a CPI, em mais de seis horas de depoimento, nesta terça-feira (25), a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “capitã cloroquina”, defendeu por diversas vezes a utilização da cloroquina e admitiu que a pasta da Saúde orientou o uso do medicamento no combate ao coronavírus. O G1 (https://glo.bo/2QVsIqq) lembra que o remédio já teve a ineficácia para tratamento de covid cientificamente comprovada, inclusive pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O Estadão (https://bit.ly/3hSM9uZ) aponta que Mayra reforçou a suspeita da CPI de que houve omissão do governo Bolsonaro na crise de oxigênio no Amazonas. Declarações da médica revelam que o Ministério da Saúde soube com antecedência da crise e não agiu para combater o colapso no sistema de saúde. Mayra, também, contradisse o ex-ministro, Eduardo Pazuello, sobre o momento em que a pasta foi informada sobre o problema. Pazuello disse dia 10 de janeiro e a médica declarou que conversou sobre o assunto com o general em oito de janeiro.