
Durante depoimento na CPI da Covid, que durou cerca de sete horas, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, tentou blindar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), divergiu de ex-ministros da Saúde e também do gerente-geral da Pfizer na América Latina, além de mentir aos senadores e passar mal. De acordo com o UOL (https://cutt.ly/Vb29KAC) , ao longo da fala, ele negou ter recebido ordens diretas do presidente, como em relação à compra de vacinas e ao incentivo ao uso da cloroquina e remédios sem eficácia comprovada no tratamento da doença. Pazuello também negou que os filhos de Bolsonaro tenham influência no governo, contradizendo ex-titulares da Pasta.Pazuello disse que as ofertas da Pfizer para a compra de vacinas pelo governo brasileiro em agosto de 2020 foram respondidas, ao contrário do que explicou o representante da farmacêutica em depoimento à CPI. A sessão foi suspensa e será retomada às 9h30 desta quinta-feira (20). Segundo a Folha de S.Paulo (https://cutt.ly/Yb290Uh), Pazuello passou mal e precisou ser atendido pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), que é médico. No entanto, ao deixar a sessão, o ex-ministro negou que tivesse passado mal. Na semana passada, o STF concedeu um habeas corpus preventivo que garante a Pazuello o direito de se manter em silêncio. Pelo teor da decisão, o general tem que responder todas as perguntas cujas respostas não levem a autoincriminação. O senador Alessandro Vieira (Cidadania), integrante da CPI da Covid, pediu a quebra dos sigilos do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, reportou O Globo (https://cutt.ly/7b23zmv). Vieira quer o acesso aos dados fiscais, bancários, telefônicos e telemáticos de Araújo de janeiro de 2019 a março de 2021. O requerimento aponta que Araújo, como agente político, conduziu de modo irresponsável e prejudicial aos interesses nacionais os destinos da nação brasileira, nos quais muitas vidas se perderam.