
O Brasil bateu mais um recorde de mortes por covid-19. Pela primeira vez, o país registrou mais de 3 mil mortos em 24 horas. Em um dia, 3.158 pessoasque são eu, você, todos nós, morreram. Três mil, 158 famílias enlutadas, tendo de achar um jeito de seguir a vida sem aquele ente querido. Foram 125 mortes por hora, ou duas mortes por minuto. Segundo o G1 (https://glo.bo/3f9jXCL), a média de óbitos da última semana chegou a 2.349, outro recorde no índice. Em comparação com duas semanas atrás, houve 43% mais mortes. Matéria da Folha de S.Paulo (https://bit.ly/3ccSCh9) credita os sucessivos recordes e a tendência de aceleração da contaminação tanto ao surgimento de novas variantes mais vorazes do vírus, como à falta de uma política nacional de combate à pandemia. O jornal destaca que o número de mortos em um só dia pela covid é maior do que o de vítimas dos atentados do 11 de setembro, nos Estados Unidos. Aliás, só os Estados Unidos já tinham chegado a uma quantidade tão alta de vítimas, tendo registrado 4.470 óbitos no dia 11 de janeiro. E no dia em que o Brasil registrou esse recorde mórbido, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou em cadeia nacional. Ele falou sobre o atual momento da pandemia e sobre a campanha de vacinação. O Estadão (https://bit.ly/3vVbGYT) apontou que Bolsonaro foi alvo de panelaços em diferentes cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Salvador e Belo Horizonte. A cobrança foi por medidas efetivas de combate à pandemia. Na última quarta-feira (17), pesquisa Datafolha revelou que o presidente atingiu um pico de rejeição, com 54% dos entrevistados considerando a gestão dele da pandemia como ruim ou péssima.