
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, a abertura de um inquérito administrativo sobre ataques à legitimidade das eleições. Conforme o G1 (https://cutt.ly/pQl54iU), o inquérito irá investigar crimes de corrupção, fraude, condutas vedadas, propaganda extemporânea, abuso de poder político e econômico na realização desses ataques. O plenário também aprovou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente Jair Bolsonaro seja investigado no inquérito que apura a disseminação de fake news. O pedido de apuração é baseado nos constantes ataques, sem provas, feitos pelo presidente da República às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral do país. Por falar nisso, em meio as acusações de Bolsonaro, o presidente do STF, Luiz Fux, disse que a Corte está atenta a 'ataques de inverdades'. O Globo (https://cutt.ly/sQl6u85) relata que na abertura dos trabalhos do segundo semestre, Fux não citou o nome do presidente da República, mas disse que atitudes assim "corroem sorrateiramente os valores democráticos". Em outra crítica, sem citar Bolsonaro diretamente, Fux afirmou que o povo brasileiro não quer polarizações, mas "quer vacina, emprego e comida na mesa". Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, também se manifestou ontem. Ele disse que a "ameaça à realização de eleições é uma conduta antidemocrática" e afirmou, sem citar nomes, que há no país "retardatários que gostariam de voltar ao passado". A CNN (https://cutt.ly/7Ql6HW7) relata que o novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, uniu a ala política do governo e o Centrão para impor o Bolsa Família de R$ 400 a contragosto do que prega o ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem defendido que o valor não ultrapasse os R$ 300. Segundo fontes da emissora, o próprio presidente Bolsonaro também apoia o valor e delegou a Ciro a missão de impor à equipe econômica os R$ 400. A justificativa é a mesma: quanto maior o Bolsa-Família, maior a chance de reeleição.