
Há quatro anos, a jornalista Letícia de Assis teve uma pneumonia severa e ficou 20 dias em coma. Quando acordou, ficou sabendo que havia testado positivo para o vírus HIV. Apesar do baque ao receber a notícia, não ficou desesperada. A jornalista mora em Florianópolis, Santa Catarina, e compartilha suas experiências através do canal Letícia de Assis – Tá Boa Bunita, no YouTube. No depoimento que deu ao Papo Secad, ela reflete sobre a falta de conhecimento da sociedade em relação à AIDS e os estigmas que afetam as pessoas soropositivas. Quando descobriu que tinha AIDS, Letícia já tinha um filho. Pelas estimativas médicas, ela contraiu o vírus anos depois da gestação. Com 42 anos, no início da pandemia do novo coronavírus, uma surpresa: estava grávida novamente. Em função de outras complicações, a gestação foi interrompida, mas deixou uma série de lições. A médica infectologista Lígia Gryninger conversou com o Papo Secad sobre os riscos de contaminação pelo vírus da AIDS durante a gestação. Ela atua na rede pública de saúde há 15 anos e atualmente trabalha na diretoria de vigilância epidemiológica do estado de Santa Catarina. Lígia explica as chances de a criança nascer sem o vírus e quais os cuidados durante a gestação e o parto. Além disso, tanto a médica como a jornalista Letícia de Assis comentam sobre o atendimento individualizado e humanizado, frisando a importância do tratamento multidisciplinar para a manutenção da qualidade de vida do soropositivo.