
A Terapia de Reposição Hormonal em Mulheres Pós Menopausa: um Enfoque Bioquímico A menopausa é um marco biológico inevitável, caracterizado pela redução da produção ovariana de estrogênio, progesterona e testosterona, levando a uma série de alterações metabólicas, cognitivas e cardiovascularesEssa transição representa um desafio para a saúde feminina, pois a queda hormonal não afeta apenas o sistema reprodutivo, mas todo o organismo,impactando a homeostase da glicose, a composição corporal, a função neurológica e a saúde cardiovascular. A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) tem sido amplamente estudada como uma ferramenta fundamental para minimizar os impactos negativos da menopausa, proporcionando benefícios que vão além do alívio dos sintomas vasomotores (fogachos e suores noturnos). Seu uso adequado pode prevenir doenças crônicas e melhorar significativamente a qualidade de vida da mulher, desde que seja administrada de forma individualizada e na janela terapêutica adequada. A Terapia de Reposição Menopáusica (TRM) é empregada para aliviar os sintomas decorrentes da deficiência hormonal em mulheres pós-menopausa, melhorando a qualidade de vida e prevenindo alterações metabólicas adversas. Entretanto, seu emprego requer uma compreensão detalhada dos mecanismos bioquímicos envolvidos e da segurança a longo prazo, uma vez que os riscos e benefícios podem variar conforme a composição hormonal, a via de administração e o perfil individual da paciente.