
meu jardim se queres adentrar meu jardim converta-se em criança ajoelhe-se na terra deite-se no chão olhe o mundo de baixo para cima rasteje junto às formigas observe-as entrando no subterrâneo onde a vida acontece depois vem cheirar as flores e lamber o orvalho que a noite deixou nas pétalas (Ana Paula Dacota - no prelo da antologia "Não nos afastemos, escrevamos" )