
Zita Seabra aderiu ao PCP aos 15 anos e passou à clandestinidade antes de completar 18, tornando-se revolucionária profissional. Dirigiu a União dos Estudantes Comunistas, integrou o Comité Central e a Comissão Política e foi deputada pelo PCP. Após uma crescente ruptura ideológica, foi afastada do partido em 1988 e reconstruiu a vida profissional no mundo editorial, passando pela Quetzal e pela Bertrand antes de fundar a Alêtheia Editores. Mais tarde, foi deputada pelo PSD e mandatária nacional da Iniciativa Liberal. Neste episódio, partimos da experiência pessoal de Zita Seabra para compreender o que pode levar uma jovem a abraçar o comunismo e a entregar-lhe toda a vida. Analisamos a força da utopia igualitária, a disciplina partidária e as razões pelas quais o comunismo continua a atrair pessoas que vivem em democracia. A conversa aborda ainda a relação entre doutrina e totalitarismo e como regimes como os da China, Cuba e Coreia do Norte ainda são verdadeiramente comunistas.