
Nesse episódio o Paratempo vai conjugar a memória em primeira pessoa - “Eu lembro” - por meio de reflexões sobre uma modalidade de registro de memórias pouco explorada pela historiografia: as tatuagens. Falaremos sobre a memória individual, as narrativas de si e as práticas informais de registro. Trataremos dos processos que intervêm na conformação e transmissão da memória individual através de abordagens a respeito das tatuagens, esse tipo documental cujo suporte é o mais pessoal e intransferível: a pele. Conversaremos com a historiadora e tatuadora Gabriela Martini que apresentou o trabalho de conclusão de graduação em História na Universidade Federal de Santa Catarina, intitulado “Um corpo que se conta: a tatuagem como prática registradora e ritual de reflexividade” no qual postula que a tatuagem é uma prática reflexiva de registro. Esse episódio propõe um diálogo entre importantes estudiosos como Paul Ricoeur, Bernard Lahire e Michael Pollak e literatos como João do Rio e Wislawa Szymborska. Pensadores e artistas que expressaram de formas distintas suas ponderações a respeito dos fenômenos da memória.