
Quando a gente pensa que já viu de tudo na CPI da Covid, acontece algo inesperado. E foi assim na semana passada. Terça-feira foi um dia até que tranquilo: a comissão recebeu a servidora do Ministério da Saúde Regina Célia Oliveira, responsável pela fiscalização do contrato de compra da vacina indiana Covaxin. Mas o clima esquentou mesmo no dia seguinte. Depois de oito horas ouvindo o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, o presidente da CPI, Omar Aziz, mandou prender o depoente. Aziz chegou até a ameaçar as próximas testemunhas que mentirem perante a comissão. Mas a prisão de Roberto Dias durou bem pouco. Logo ele pagou uma fiança e foi liberado. Quanto a Omar Aziz, a polêmica envolvendo o nome dele não parou por aí. Uma fala na comissão acabou despertando a ira dos militares na semana passada. "Fazia muito tempo, muitos anos, que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo”, declarou. E para fechar a semana com chave de ouro, depois de ser cobrado pela comissão para dar uma resposta sobre as suspeitas de corrupção envolvendo a compra da Covaxin, o presidente Bolsonaro reagiu com desdém: "Caguei para a CPI". É nesse clima nada pacífico que iniciamos uma nova semana de CPI. E agora? O que vem pela frente? Sobre isso, a apresentadora Joana Treptow conversou com o jornalista da Band em Brasília Rodrigo Orengo. Coordenação: Larissa Zapata e Stéfanie Rigamonti Edição e sonorização: Stéfanie Rigamonti Direção: Andre Basbaum