
O racismo estrutural e o colorismo seguem moldando a vida de mulheres negras no Brasil — afetando autoestima, saúde mental, relações e acesso a oportunidades. Este episódio mergulha nas camadas mais silenciosas e mais cruéis dessas violências. No sexto episódio do Patadas, Ana Carolina Gozzi e Daniela Santoro recebem Suzana Rezende para uma conversa profunda sobre como o racismo se manifesta desde a infância, na escola, no mercado de trabalho e nas relações afetivas. Falamos sobre solidão da mulher negra, racismo velado, representatividade, pressão estética, autoestima e o impacto psicológico de crescer em ambientes onde mulheres negras são constantemente invisibilizadas ou subestimadas. Uma troca íntima, direta e sensível sobre existir, resistir e se reconstruir em uma sociedade que insiste em limitar quem deve ser vista, desejada e respeitada. Sobre a convidada: Suzana Rezende é jornalista e pesquisa as relações entre identidade, mídia e representatividade. No episódio, ela compartilha vivências pessoais marcadas por colorismo, exclusão e naturalização do racismo — e reflete sobre autocuidado, processos de cura e a importância de referências negras positivas para quebrar ciclos estruturais. Uma conversa potente sobre força, vulnerabilidade e a urgência de transformar a forma como o Brasil trata mulheres negras.