
Se as mulheres dominam a audiência dos games, por que ainda enfrentam tanto assédio e descrédito? No sétimo episódio do Patadas, Ana Carolina Gozzi e Daniela Santoro recebem Amanda Balista, gamer e criadora de conteúdo, para uma conversa necessária sobre o lugar da mulher no universo dos games — um espaço onde elas são maioria na audiência, mas ainda minoria no respeito. Mesmo representando 51% do público gamer no Brasil, as mulheres seguem enfrentando assédio, descrédito, fetichização e violências que vão de “provar que sabem jogar” até a ausência de personagens femininas bem construídas. Enquanto isso, só 28% das profissionais que desenvolvem jogos no Brasil são mulheres, e menos de 15% ocupam posições de liderança. Amanda compartilha sua trajetória, os estereótipos mais absurdos que já ouviu por ser mulher gamer e como a hipersexualização das personagens — presentes em quase 60% dos jogos — molda a forma como mulheres reais são tratadas dentro e fora das partidas. O papo também percorre temas como representatividade racial, assédio online, criação de times femininos nos e-sports, a cultura tóxica do “trash talk” e a urgência de políticas reais de diversidade no mercado. Se jogar é para todos, por que o respeito ainda não é? Um episódio para entender o que mudou, o que ainda não mudou — e o que as mulheres estão fazendo para transformar a indústria. Siga nossa host nas redes sociais: @ana.carolinagozziNos acompanhe também:Instagram: @artemia.coTikTok: @artemia.coYouTube: @patadaspodcast e @cortespatadas