
Chegando ao restaurante, enquanto esperava que os pratos fossem servidos, o pai pega um paliteiro, tira um palito e o dá à filha. Esta, espantada, reage: - Pra que é que eu quero um palito? - É um presente meu, filha. Aceite-o. - Não, não quero...! O pai pega o palito e o dá ao filho que também estava ali. O menino aceita, sorridente. - Muito obrigado papai!. Minutos depois, chegou o prato principal, onde destacava-se uma vistosa azeitona verde. Calmamente, o pai pede de volta o palito ao filho, espeta-o na azeitona e devolve ao menino. A filha logo reclama: - E eu, não ganho uma azeitona, não? - Não! - respondeu o pai, com tranquilidade. Quando lhe dei um palito de presente foi para que, chegando o prato principal, você fosse a primeira a se servir, tirando a azeitona de que tanto gosta. Como não aceitou o presente... - Mas papai, se eu soubesse... - É isso, filha, se você soubesse já teria aprendido que presentes dados têm valores visíveis e invisíveis, e só quem sabe recebê-los bem tem condições de perceber tudo isso... e desfrutá-los com proveito e sabedoria. Às vezes agimos assim diante de Deus! Ele vai nos dando sua graça aos poucos, sinalizando uma bênção maior, e a gente, na ânsia do futuro, fica descontente com o hoje. Precisamos acolher a bênção de cada dia, esperando pelas delícias que o Senhor reserva para nós diante da fidelidade e da perseverança de continuarmos acreditando Nele.