
A radicalidade da conversão contínua ao reino de Deus pede-nos sensibilidade e uma clara opção pelos valores do evangelho e pelos critérios das bem-aventuranças. Estes opõem-se necessariamente às prioridades do "homem velho" que transportamos cá dentro, em luta com o "homem novo", libertado por Cristo. Assim optaremos pelo amor em vez do egoísmo, a pobreza partilhada em vez da riqueza açambarcadora, a solidariedade em vez da exploração, o perdão em vez do ódio, o compromisso e a colaboração em vez da despreocupação social. Damos-te graças, Pai, Senhor. das nossas vidas, porque, chegada a plenitude do teu plano salvador, nos falaste sem intermediários pelo teu próprio Filho. Jesus é a tua Palavra pessoal, o reflexo da tua glória. O som da tua Palavra é a boa nova do teu amor, evangelho da salvação universal do teu Reino. Hoje Cristo chama-nos à conversão e ao seu seguimento. E o motivo não pode ser mais feliz: Deus ama-nos, e o seu Reino está entre nós, presente na sua pessoa. Cumpriu-se o prazo da tua ternura e misericórdia; converte, Senhor, o nosso coração à tua chamada.