
Mc 4,35-40: A tempestade acalmada. "Deus morreu, passagem para o super-homem", gritava Zaratustra no meio da praça e diante da igreja do povo, ao descer do monte com a águia na mão. Vã ilusão de Frederico Nietzsche! O Jesus adormecido no meio da tempestade simboliza o Cristo submerso na crise da sua paixão e da sua morte; mas o seu despertar em força e poder sobre o vento e as ondas comprova a glória e o domínio da sua ressurreição. A mudança da tempestade para a bonança é a passagem, a páscoa, da morte para a vida gloriosa, tanto para ele como para o seu povo, a Igreja peregrina no meio dos escolhos da vida. Porquê duvidar, homens e mulheres de pouca fé? "Sabei que estou convosco todos os dias, até ao fim do mundo" (Mt 28,20). Hoje bendizemos-te, Pai, por Cristo teu Filho, senhor da criação e vencedor do mal e da morte. Ainda que às vezes nos esqueçamos, ele vem conosco na azarenta travessia do mar da vida. Porquê duvidar, homens e mulheres de pouca fé? Jesus acompanha-nos com a presença do seu Espírito e não nos deixa sós diante do perigo. Obrigado, Pai! Faz que te descubramos, Deus "adormecido e ausente ", no meio dos projetos, aspirações e fracassos, cansaços e esperanças, frustrações e anseios dos nossos irmãos, os homens que sofrem e esperam.