
O Dia de Finados existe para relembrar e homenagear pessoas importantes que passaram pelas nossas vidas. E neste ano, ele ganha um significado a mais pra mim. No último sábado, durante o Plateia VIP, recebi a notícia do falecimento de Solano Ribeiro, o grande responsável pelos festivais de MPB na TV brasileira e um batalhador pela nova música do Brasil até os últimos dias de vida. Mais tarde, ainda no sábado, a principal responsável por eu ter me tornado um radialista, minha mãe Nazira, também foi descansar, depois de alguns meses em que esteve acamada e cercada de amor. Dois momentos são decisivos na minha formação. O primeiro é o fato dela ter colocado um rádio ligado em programas populares quando eu ainda estava no berço. Minha mãe dizia que isso fazia com que eu sentisse que havia outras pessoas no ambiente e ficasse calmo. Já no antigo colegial, hoje ensino médio, um dia cheguei em casa muito feliz por ter sido selecionado para ser um jovem aprendiz no Banco do Brasil, devido ao meu bom desempenho em matemática. Dona Nazira não gostou nada daquilo e disse que eu não tinha que trabalhar em um banco. Como cresci brincando de fazer rádio, para ela, eu tinha de investir mesmo neste sonho. E hoje estou aqui, em pleno dia de Finados, homenageando e lembrando daquela que me tornou um radialista. E também reverenciando grandes profissionais da produção e do microfone. No sábado mesmo, na última meia hora do Plateia VIP, coloquei no ar alguns trechos de entrevista que fiz com o agora saudoso Solano Ribeiro em 2021. E é com o momento em que conversamos sobre o empenho dele em descobrir e revelar o que de novo vinha sendo feito na cena musical, que eu deixo você neste áudio. E você, que histórias está relembrando neste dia, que foram fundamentais para que se tornasse quem é hoje?