
Quando o material adotado pela escola não te leva onde a escola promete que os alunos deveriam chegar, a resposta não é remendar o livro com atividades extras — é inverter a ordem do planejamento. Neste episódio, conto como uma turma travada, com medo até de falar inglês em voz alta, me levou a abandonar a lógica do coursebook e desenhar uma trajetória própria a partir de contos como “Thank You, M’am”, de Langston Hughes. E explico por que a técnica que resolveu isso, o Backward Design, funciona tanto pra quem tem liberdade total de currículo quanto pra quem só controla uma unidade de quatro aulas dentro de um livro imposto. Neste episódio * Por que “vamos trabalhar o conto X” não é um objetivo — é só um tópico * Os três passos do design reverso: decidir o que o aluno vai ser capaz de fazer, desenhar a avaliação antes da primeira aula, e só depois planejar a sequência * Como isso vira um ciclo de quatro aulas: ativação, leitura guiada, consolidação e produção * Por que o método é “fractal” — funciona num programa de três anos ou numa unidade só, essa semana * A conexão entre leitura inferencial, os descritores de Cambridge e o que ENEM e PAS realmente cobram Para pensar depois de ouvir Antes de abrir a próxima unidade do seu material, escreva uma frase com um verbo observável: o que o seu aluno vai ser capaz de fazer no final? Depois escreva o instrumento que prova isso. Só então volte pro livro. Fontes deste episódio Este episódio foi baseado em dois artigos publicados no Substack da Pedagotech: * “O que fazer quando o material de inglês que sua escola usa não dá conta do recado?” (03/08) * “Precisamos reescrever o material inteiro? Ou só a próxima unidade” (17/08) Leia os artigos completos e acompanhe os próximos: pedagotech.substack.com Referência Wiggins, G. & McTighe, J. — Understanding by Design This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit pedagotech.substack.com