
Desde o fim da guerra fria e apoiado em estímulo norte-americano, Taiwan tem experimentado certo vigor econômico e, mais fortemente a partir dos anos 1990, um amadurecimento democrático. Diante dessas circunstâncias, o governo atual de Taiwan alimenta o desejo de independência. Estas pretensões ganharam contornos mais acentuados recentemente. O então governo de Trump fez movimentos significativos de aproximação com a ilha e Biden, presidente eleito dos EUA, convidou a presidente Tsai Ing-wen, que tem posição publicamente separatista, para sua posse. Esta movimentação diplomática de peças tem irritado Pequim, que, após enviar navios e aviões militares para a região, afirmou que tratava-se de “uma advertência solene às potências estrangeiras, para que cessem suas interferências, e às forças separatistas taiwanesas, para que cessem suas provocações”. Biden, no entanto, reforçou que o longo apoio militar e econômico à ilha continua “sólido como uma rocha” e devolveu dizendo que a China precisava “encerrar suas pressões militares, diplomáticas e econômicas”. No podcast desta semana fazemos um retrospecto da relação geopolítica entre Taiwan e China para entender melhor os conflitos de palavras, que envolvem os EUA, e as mobilizações militares recorrentes na região do mar do sul da China, por onde passa significativo volume de comércio internacional.