
No dia 24 de julho, na zona sul da cidade de São Paulo, a estátua do bandeirante paulista Borba Gato foi incendiada por um grupo de ativistas. O grupo propõe um debate acerca da permanência no espaço público de monumentos de figuras históricas que tiveram papel ativo durante o período da escravidão. Essas mobilizações não são eventos recentes, e estão acontecendo também nos EUA e na Europa. A estátua do rei belga, Leopoldo II, foi vandalizada na cidade de Antuérpia, na Bélgica; e a estátua de Cristóvão Colombo foi derrubada em frente ao capitólio estadual de Saint Paul (Minnesota, EUA). A discussão é complexa, e para darmos profundidade ao assunto recebemos no programa dessa semana o mestre em Ética e Filosofia Política, Lucas Rocha, com quem falamos sobre apagão histórico, legitimação do passado violento e estruturas de poder ainda vigentes.