
O que seria um país senão a memoria que ele faz de sí mesmo. Nossas datas comemorativas, mais do que oferecerem feriados, indicam à memoria com a qual a pátria pode reconhecer sua identidade. Talvez as eleições de 2022 sejam uma disputa entorno de qual memória a identidade brasileira pode se constituir: definitivamente 64 é a memória reclamada pela direita, sobrando 88 para a esquerda. Cada lado contém uma ideia a respeito das instituições, da democracia e do próprio país, sua relação é totalmente antagônica, ou existe possibilidade de diálogo? O resultado segue em disputa, ou já foi decidido? MINIATURA: Detalhe de "Independência ou Morte" de Pedro Américo (1888). Disponível online (todos os direitos reservados)