
Faz-se necessário transformar ficções: abrir o canal de comunicação entre as intempéries históricas e assentar novas narrativas. Um dos caminhos passados através das folhas é dobrar tempo-espaço. Provoca-se, através da recepção das escavações pelos ouvidos, ativações de memória. Espero que na medida do possível você se encontre bem e forte. Lhe escrevo enquanto um convite para falarmos de caminhos. Em meio ao movimento diário de trazer seiva às raízes-corpo, vamos fazendo do encontro o impulso para fertilizar a Terra. E isso é impossível fazer só: a cura é coletiva ou não é. Como criamos formas de estar na terra a partir de uma perspectiva de não-exploração? Como nos ajudamos a nos lembrar dos apagamentos da Invasão Brasil? Como produzimos saúde a partir da união, da criação, dos conhecimentos passados através dos tempos? Potyratê Tupinambá é advogada indígena, Professora da EJA, Comunicadora e Defensora de Mulheres. Ativista pelos Direitos humanos das mulheres, faz parte da Gestão da Rede Pelas Mulheres Indígenas. Projeto desenvolvido no contexto do programa de residências Pivô Pesquisa 2021 Ciclo I.