
Estamos sozinhos no universo? Existe vida em outras galáxias? As fronteiras do conhecimento humano sobre o universo estão mais próximas de ganharem novos contornos. Uma nova geração de telescópios está sendo lançada com o projeto GMT - Giant MagellanTelescope, ou Telescópio Gigante Magalhães. Previsto para operar a partir de 2024, o novo telescópio é resultado de um consórcio internacional de universidades e instituições de pesquisa dos Estados Unidos, Austrália, Coréia do Sul e Brasil, entre outros países. Sua localização é privilegiada: fica no Cerro Las Campanas, a 2.500 metros de altitude, em pleno deserto do Atacama, no Chile. Distante da poluição luminosa das cidades e instalado numa das regiões mais secas do mundo, onde se pode esperar mais de 300 noites por ano para a observação astrônomica, o GMT faz parte do programa americano de Telescópios Extremamente Grandes (US-ELTP), uma iniciativa conjunta com o National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory (NOIRLab) da NSF. O objetivo é observar o céu como nunca foi feito antes. Após a conclusão desse telescópio, os cientistas americanos e seus parceiros internacionais poderão realizar pesquisas inéditas e revolucionárias. O Brasil participa do consórcio internacional através da FAPESP, que está investindo 40 milhões de dólares no projeto, ou seja, 4% do custo total. A partir de 2024, o GMT talvez possa ajudar a humanidade a responder a pergunta que todos nós fazemos: estamos sozinhos no Universo?