
Nas eleições deste ano, as acusações de que as urnas eletrônicas não são seguras e de que podem ocorrer fraudes voltaram a circular. As afirmações sobre uma suposta manipulação na contagem de votos foi amplificada por outros acontecimentos: o vazamento de dados antes da eleição, o ataque aos servidores do TSE e a lentidão na contagem dos votos. O ataque aos servidores do TSE que capturou algumas informações sobre eleitores foi feito em setembro de 2020, mas os dados só foram vazados na internet na manhã do dia de votação do primeiro turno. Contudo, os dados vazados não tinham relação com a eleição e não poderiam influir em seu resultado. No mesmo dia, um ataque cibernético coordenado, chamado DDoS, causou lentidão em alguns sistemas do TSE. O nome do ataque é uma sigla em inglês que significa “ataque distribuído de negação de serviço”. São feitos inúmeros acessos a um site, fazendo com ele que não consiga dar conta e se torne lento. Esse ataque foi feito de maneira coordenada, através de computadores em vários países. Os sistemas do TSE chegaram a receber 436 mil conexões por segundo, vindo dos Estados Unidos, Nova Zelândia e Brasil. Por último, houve o atraso na apuração dos votos de algumas cidades devido ao funcionamento da inteligência artificial usada para a apuração. O TSE aprovou a compra de um “supercomputador” em março deste ano. Com a epidemia, a entrega atrasou e ele só chegou em agosto. Com isso a máquina passou por menos testes do que o ideal. Devido a uma pane a máquina teve que ser reiniciada e com isso a ferramente de inteligência artificial foi obrigada a reaprender a contar os votos praticamente do zero, gerando atrasos em cidades com muitos eleitores. Apesar das acusações de fraude, desde o primeiro uso em grande escala, em 1996, a urna eletrônica não teve sua lisura contestada com provas. São 24 anos de funcionamento. A urna eletrônica foi criada para minimizar os problemas identificados pela votação nas cédulas manuais: lentidão na apuração, falhas não intencionais e erros intencionais. Confira em nossa reportagem exclusiva quais os argumentos pró e contra o uso das urnas eletrônicas e a explicação de como elas funcionam.