
Numa conversa sobre as memórias e camadas que fazem parte da história das cidades, o artista Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils, fala do impacto da digitalização na coesão social e no sentido de comunidade. Para o artista plástico, o mundo digital tem a capacidade “de manipular narrativas”, que influenciam a forma como o ser humano pensa e se relaciona atualmente. Num mundo controlado por algoritmos, que “são desenhados por empresas privadas”, é no espaço “não democrático e privatizado que a maior parte das pessoas escolhe passar mais de metade do dia”. A conversa sobre memórias, cidades e construção de futuro aconteceu no estúdio de Alexandre Farto, um armazém junto ao antigo complexo industrial do Barreiro. Uma conversa entre o artista, o diretor artístico da s_cities Miguel Januário e a jornalista Ana Mota.