
“Quando falamos que a água é necessária em quantidade e qualidade para todas as pessoas, significa um conjunto de doenças que deixam de ser transmitidas e que custam muito caro para as famílias e para os sistemas de saúde”, afirma o engenheiro da Fiocruz Alexandre Pessoa Dias, em entrevista ao Foco96, em referência à pesquisa que retrata a privação de saneamento básico no Brasil. O estudo, divulgado em novembro, revela que 46,2% das moradias brasileiras têm algum tipo de privação no saneamento. Do total de 74 milhões de moradias, 8,9 milhões não têm acesso à rede geral de água; 16,8 milhões contam com uma frequência insuficiente de recebimento; 1,3 milhão não têm banheiro; e 22,8 milhões não contam com coleta de esgoto. Entenda o reflexo desses números nos riscos à saúde (Apresentação: Rubens Júnior; Análise: Guilherme Verano; Produção: Eduardo Zoldan; Edição de áudio: Jefferson Aguiar; Foto: Reprodução)