
Após o primeiro turno das eleições, no domingo (2), o ministro da Justiça, Anderson Torres, encaminhou à Polícia Federal um pedido de abertura de inquérito sobre a atuação dos institutos de pesquisas eleitorais. O pedido, segundo ele, atende à representação recebida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por apontar “condutas que, em tese, caracterizam a prática de crimes perpetrados”. A diferença entre os resultados das urnas e as projeções feitas colocaram à prova a confiabilidade dos institutos. Porém, segundo o especialista em Direito Eleitoral e presidente da Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Anápolis, Rafael Barreto, as pesquisas indicam intenção de voto e estão, necessariamente, vinculadas ao momento em que são feitas perguntas aos eleitores. “Não dá para dizer que os institutos erraram, porque quando eles foram questionados, ainda havia eleitores não decididos em quem votar e que, portanto, poderiam influenciar no resultado”, afirma. Segundo Barreto, a assertividade no segundo turno será maior. Ouça a entrevista e entenda o motivo (Apresentação: Rafael Tomazeti; Análise: Guilherme Verano; Produção: Victoria Hellem e Victor Santos; Arte: Leonardo Albertino)