
Apesar de as mulheres terem condições formais de inserção como beneficiárias mais brandas que a dos homens na previdência social, o perfil feminino se revela mais precário do que o masculino. Segundo um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em 2016, a inserção da mulher no mercado de trabalho se concentra em atividades que geram menor tempo de contribuição, pagam aposentadorias de menor valor e impõem limites mínimos de idade. De acordo com a advogada previdenciária, Priscilla Cavalcanti as mulheres são quem mais sofrem os impactos negativos da previdência social brasileira, pois enfrentam situações diferentes da realidade dos homens e para a melhoria desse contexto deve haver uma revisão. “Poderia ser inseridos às mulheres um maior período de licença maternidade, política públicas que acolham crianças mais novas em creches e escolas ou até mesmo uma redução da jornada de trabalho dessas mulheres que seria muito interessante”, finaliza a advogada. (Apresentação: Rubens Júnior; Análise: Guilherme Verano; Produção: Victor Santos; Edição de áudio: Vitor Siqueira; Foto: Reprodução)