
I - A Liturgia: hoje da história da salvação Desde o início a Igreja teve consciência de que não era uma representação, mesmo sagrada, da Ceia do Senhor: não faria sentido e ninguém poderia pensar em colocar no palco - ainda mais sob o olhar de Maria, a Mãe do Senhor - aquele momento altíssimo da vida do Mestre. Desde o início a Igreja compreendeu, iluminada pelo Espírito Santo, o que era visível de Jesus, o que podia ser visto com os olhos e tocado com as mãos, as suas palavras e gestos, a concretude do Verbo Encarnado, tudo o que Ele havia passado na celebração dos sacramentos. II - A Liturgia: lugar de encontro com Cristo 10. Aqui reside toda a poderosa beleza da Liturgia. Se a Ressurreição fosse para nós um conceito, uma ideia, um pensamento; se o Ressuscitado fosse para nós a memória da memória dos outros, por mais autoritários que fossem os Apóstolos, se não nos fosse dada a possibilidade de um verdadeiro encontro com Ele, seria como declarar esgotada a novidade do Verbo feito carne. Ao contrário, a encarnação, além de ser o único evento novo que a história conhece, é também o método que a Santíssima Trindade escolheu para nos abrir o caminho da comunhão. A fé cristã ou é um encontro com ele vivo ou não é. 12. O nosso primeiro encontro com a sua Páscoa é o acontecimento que marca a vida de todos nós que cremos em Cristo: o nosso baptismo. Não é uma adesão mental ao seu pensamento ou a assinatura de um código de conduta imposto por ele: é mergulhar em sua paixão, morte, ressurreição e ascensão. Não é um gesto mágico: a magia é o contrário da lógica dos sacramentos porque afirma ter poder sobre Deus e por isso vem do tentador. Em perfeita continuidade com a Encarnação, nos é dada a possibilidade, em virtude da presença e ação do Espírito, de morrer e ressuscitar em Cristo. III - A Igreja: sacramento do Corpo de Cristo IV - O sentido teológico da Liturgia V - A Liturgia: antídoto para o veneno da mundanidade espiritual