
A Segunda aparição da Virgem Enquanto estourava a revolução de 1830 de 27 a 29 de julho, celebravam-se os Três Dias Gloriosos, o rei destronado e todas as guerras sangrentas que haviam sido anunciadas. Até o arcebispo de Paris foi objeto de furor popular, pensava-se ver ressurgir os maus dias de 1793. Mas ocorreu a proteção dos Lazaristas e das Filhas da Caridade como tinha sido profetizado. As ameaças dos jovens desordeiros paravam na porta da casa das Comunidades de São Vicente de Paula. A Medalha Milagrosa Está tudo acabado? Não. Quatro meses depois, ela era portadora de uma ordem precisa: mandar cunhar uma medalha com a imagem da Imaculada Conceição, que ela via radiante com os dons de Deus. No dia 27 de dezembro ficou com um grande desejo de ver a Santa Virgem: Um desejo tão forte que me convenceu que a veria tão bela como no seu dia mais belo. Eu vi a Santíssima Virgem na mesma altura do quadro de São José [...]. De pé, vestida de branco, de estatura mediana, com uma aparência tão bela que me seria impossível descrever a sua beleza. Ela usava um vestido de seda branca da cor da aurora» (Vida, 90-91). Eram cinco e meia da tarde, durante a oração, «em profundo silêncio». O confessor Padre Aladel recebe muito mal essa narração e não vai escrever nada sobre o acontecido, ficando apenas a seguinte memória da confidência de Catherine: «Durante a oração a noviça viu uma imagem que representava a Virgem Santíssima como costuma ser representada com o título da Imaculada Conceição, de pé, com os braços estendidos. [Ela estava] vestida com um vestido branco e manto azul prateado, com um véu de aurora. Das suas mãos saíam raios, como que em faixas, cuja luz arrebatava. [A freira ouviu] ao mesmo tempo, uma voz que dizia: "Estes raios são o símbolo das graças que Maria obtém para os homens". Ao redor do quadro havia lido, em caracteres dourados, a seguinte invocação: “Ó Maria concebida sem pecado! Rogai por nós que recorremos a vós”» (Vida, 91). As memórias de Catherine especificam os seus sentimentos naquele momento: «A esse respeito, não posso me expressar sobre o que senti e o que vi: a beleza e a luz cintilante, os raios [...]. “Eu distribuo [estas graças] às pessoas que as pedem” [ouvia dizer Catherine]. Ela me fez entender o quanto ela era generosa com as pessoas que rezam para ela. Quantas graças concede às pessoas que lhe pedem e quanta alegria sente ao concedê-las. Naquele momento, onde estava ou não, regozijava-me, não sei" (Vida, 91-92). Padre Aladel continua a sua história resumidamente na linha de Catherine: «Alguns momentos depois, esta pintura vira-se e no verso ela distingue a letra "M" e em cima uma pequena cruz, e abaixo, os Sagrados Corações de Jesus e Maria. Depois que a religiosa refletiu cuidadosamente sobre tudo isso, a voz lhe disse: “É necessário fazer uma medalha neste modelo e as pessoas que a usarem e fizerem esta breve oração com piedade, terão uma proteção muito especial da Mãe de Deus”».