
A terceira parte do segredo revelado a 13 de Julho de 1917 na Cova da Iria-Fátima Escrevo em acto de obediência a Vós Deus meu, que mo mandais por meio de sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe. Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo em a mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos n’uma luz emensa que é Deus: “algo semelhante a como se vêem as pessoas n’um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, n’êles recolhiam o sangue dos Martires e com êle regavam as almas que se aproximavam de Deus. Irmã Lúcia Tuy 03/01/1944 Talvez nunca como em 26 de junho de 2000 a sala de imprensa do Vaticano tenha estado lotada de jornalistas vindos de todo o mundo. Compreensível exagero da mídia, porque o terceiro segredo de Fátima estava prestes a ser revelado. E como sabemos, um segredo sempre desperta curiosidade. Até o bombista Ali Agca numa conversa cara a cara com São João Paulo II em Rebibbia em 1983 perguntou-lhe: Qual é o terceiro segredo de Fátima?, com a intenção de encontrar uma explicação para o seu ato criminoso. Ele escreveria no livro delirante “Eu, Jesus Cristo:” «Eu entendi que estava no centro de um mistério que começou em 13 de maio de 1917». Outros, como o alemão Louis Emrich, conseguem publicar em 1963 na Neues Europa um texto inventado do segredo de Fátima que contém notícias alarmantes sobre cataclismos universais (catástrofe de fogo e chamas) e lutas dentro da Igreja, onde «Cardeais serão contra cardeais e bispos serão contra bispos. Satanás se colocará no meio deles». Neste contexto, a revelação da terceira parte do segredo de Fátima foi confiada por João Paulo II ao Cardeal Ratzinger, o então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Esta revelação derrota a mania sensacionalista e o alarmismo fácil, despertando decepção em alguns, satisfação em outros, e indiferença entre muitos. Os desapontados permanecem aqueles que esperavam anúncios de cataclismos universais e males catastrófic