
Quando você abre o celular no automático, você sabe de que está fugindo? Hoje, Renan conta a história de Vitor, que pegava o celular a cada desconforto — uma reunião que atrasa, uma conversa difícil, dois minutos esperando a água ferver. A partir da ideia de "comportamento de fuga", Renan explica por que o alívio do scroll é tão automático e por que ele cobra um preço. Não se trata de demonizar o celular — ele é uma ferramenta que você usa, não que te usa —, mas de criar um segundo entre o gatilho e a reação. Renan mostra como nomear o desconforto em vez de fugir dele, por que toda sensação tem uma duração natural (como uma onda) e o que Winnicott chamava de "capacidade de estar só". Com o tempo, você descobre a diferença entre usar o celular e ser usado por ele. Neste episódio, você aprenderá: Como reconhecer o "comportamento de fuga" por trás do scroll automático Como entender por que o alívio do celular vira um ciclo Como criar um segundo entre o gatilho e a mão que pega o celular Como nomear o desconforto em vez de fugir dele Como desenvolver a capacidade de ficar só sem precisar preencher O celular não é o problema — a fuga é. E aquilo de que você está fugindo provavelmente merece um pouco mais de atenção do que o próximo scroll. Com amor e na sua torcida, Renan Daniel. Siga @podcastdepsicologia no Instagram, TikTok e YouTube para conteúdo diário sobre saúde mental e desenvolvimento pessoal. Ouça o Podcast de Psicologia em todas as plataformas: Spotify | Apple Podcasts | YouTube | Amazon Music | Deezer podcastdepsicologia.com.br O que abordamos: [00:00] Introdução — o medo de ficar quieto (Pascal) [01:57] O Vitor e o celular como respiração [02:57] O gatilho que dispara antes da decisão [03:55] O sábado em que ele largou o celular [04:57] Comportamento de fuga — o alívio que vira ciclo [05:56] A fuga que impede você de processar [06:55] O segundo entre o gatilho e a reação [07:57] O desconforto tem duração natural (como uma onda) [09:56] A capacidade de estar só (Winnicott) [12:51] Do que você está fugindo agora?