
No estado que mais produz algodão no país que lidera a exportação mundial do produto, um grupo de pequenos agricultores colhe — com as próprias mãos — a pluma que plantou. Enquanto máquinas de última geração cruzam lavouras com precisão milimétrica, em áreas extensas do cerrado mato-grossense, 12 famílias assentadas na Baixada Cuiabana fazem a colheita manualmente, em meio a árvores frutíferas, espécies nativas, pés de mandioca, milho — e folhas secas no chão. Essa produção faz parte de um sistema agroecológico agroflorestal, que tem apoio da Universidade Federal de Mato Grosso, em parceria com uma startup e uma gigante do varejo brasileiro. A proposta alia diversidade produtiva, autonomia no cultivo e uso exclusivo de insumos naturais, com rigor técnico, embasamento científico e foco na viabilidade econômica. A produtividade ainda é menor; mas o valor da pluma chega a ser até 2,5 vezes maior que o do algodão convencional. E toda a compra é garantida pela rede varejista, que recentemente lançou a primeira coleção de moda do Brasil feita com matéria-prima cultivada em sistema agroflorestal. Neste episódio, o professor Henderson Nobre (UFMT) explica o projeto em detalhes — dos desafios aos aprendizados da pesquisa de base — e destaca a expectativa com o potencial de transformar a cotonicultura em pequenas áreas numa alternativa viável de renda para a agricultura familiar. Nosso convidado também responde dúvidas recorrentes sobre o assunto: será que esse modelo realmente tem futuro? E mais — será que ele pode crescer sem perder a essência? As respostas, você confere agora. See omnystudio.com/listener for privacy information.