
Em 2020 nossas tão frágeis certezas foram questionadas e colocadas à prova. Fomos convocados a rever nossos comportamentos e reinventarmos. Na importante, mas muitas vezes negligenciada, área da educação, os questionamentos são muitos: Como manter a atenção dos estudantes? Como garantir o acesso para todos? Como orientar os professores? E a família, qual o papel dela? Quem cuida da nossa saúde mental? Foi um ano perdido? No geral, fica uma sensação coletiva de descaso. Como se não conseguíssemos alinhar nossa atenção para assumir nossas limitações durante a pandemia. Foi um ano difícil para todos. É complicado exercer a empatia quando estamos todos no mesmo barco, mas com funções diferentes. Mas não vejo outro caminho para entender nossas questões. O poder da empatia tem relação com estratégias para atender as necessidades por meio da inclusão de todas as vozes. No âmbito escolar, o acolhimento é uma ação que favorece a integração de toda comunidade escolar, buscando fortalecer o sentimento de pertencimento. Assim, o acolhimento ajuda, a partir do engajamento de todos, o processo de escolarização para promover estratégias de aprendizagem e desenvolvimento. Mais do que acolher as dificuldades socioemocionais e queixas relacionadas ao isolamento social, em função da pandemia, a escola precisa criar espaços que permitam aos professores e estudantes expressarem sua criatividade, protagonismo, inventividade, leitura de mundo e espírito colaborativo. Quando estamos em momentos de crise, nossas emoções ficam confusas, nossos pensamentos nem sempre são funcionais. Assim, precisamos de espaços para nos acolher, para reconhecer nossas limitações, nossos potenciais, nossos desafios e nossa força para seguirmos. #pandemia #isolamentosocial #educação #escola #acolhimento Designer Gráfico: @eulucasarena Diego Vinícius da Silva - psicólogo CRP 06/92914 @psi.diegovinicius