
Leitura do Conto infantil O Rabo do Macaco de Monteiro Lobato. Indicação Livre. Vozes Divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Era um macaco que resolveu sair pelo mundo a fazer negócios. Pensou, pensou e foi colocar-se numa estrada, por onde vinha vindo, lá longe, um carro de boi. Atravessou a cauda na estrada e ficou esperando. Quando o carro chegou e o carreiro viu aquele rabo atravessado, deteve-se e disse: – Macaco, tire o rabo da estrada, senão passo por cima! – Não tiro! – respondeu o macaco – e o carreiro passou e a roda cortou o rabo do macaco. O bichinho fez um barulho medonho. – Eu quero o meu rabo, eu quero o meu rabo ou então uma faca! Tanto atormentou o carreiro que este sacou da cintura a faca e disse: – Tome lá, seu macaco dos quintos, mas pare com esse berreiro, que está me deixando zonzo. O macaco lá se foi, muito contente da vida, com a sua faca de ponta na mão. – Perdi meu rabo, ganhei uma faca! Tinglin, tinglin, vou agora para Angola! Seguiu caminho. Logo adiante deu com um tio velho que estava fazendo balaios e cortava o cipó com os dentes. – Olá amigo! – berrou o macaco – estou com dó de você, palavra! Tome esta faca de ponta. O negro pegou a faca mas quando foi cortar o primeiro cipó a faca se partiu pelo meio. O macaco botou a boca no mundo – eu quero, eu quero minha faca ou então um balaio! O negro, tonto com aquela gritaria, acabou dando um balaio velho para aquela peste de macaco que, muito contente da vida, lá se foi cantarolando: – Perdi meu rabo, ganhei uma faca; perdi minha faca, pilhei um balaio! Tinglin, tinglin, vou agora para Angola! Seguiu caminho. Mais adiante encontrou uma mulher tirando pães do forno, que recolhia na saia. – Ora, minha sinhá – disse o macaco, onde já se viu recolher pão no colo? Ponha-os neste balaio. A mulher aceitou o balaio, mas quando começou a botar os pães dentro, o balaio furou. O macaco pôs a boca no mundo. – Eu quero, eu quero o meu balaio ou então me dê um pão. Tanto gritou que a mulher, atordoada, deu-lhe um pão. E o macaco saiu a pular, cantarolando: – Perdi meu rabo, ganhei uma faca; perdi minha faca, pilhei um balaio; perdi meu balaio, ganhei um pão. Tinglin, tinglin, vou agora para Angola! E lá se foi muito contente da vida, comendo o pão." Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/