
Leitura do Conto infantil de Suspense Uma Noite de Vampiro de Emílio Carlos. Indicação Livre. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Já era tarde da noite quando ele acordou. A lua cheia brilhava no céu e seus raios entravam pela janela indo bater na cama de Vladinho. Melhor dizendo: caixão. Porque Vladinho era um vampiro e dormia dentro de um caixão. Dormia de dia e acordava de noite. Levantou-se com uma cara terrível de sono e foi até a cozinha. A mamãe-vampira serviu-lhe um copo de sangue para anima-lo. E disse assim: - Você já está grandinho, Vladinho, e pode procurar sua própria comida. Vá pela noite sombria procurar sangue! - Mas a noite está clara. É lua cheia. - Não importa! Vá buscar uma vítima! Vladinho saiu sem muita empolgação. Andou pela noite até que viu ao longe uma senhora de idade vindo em sua direção. Ajeitou a capa, caminhou decididamente até ela, e quando chegou perto fez um ruído parecido com “Váááá´”. Ao invés de ficar com medo a senhora achou interessante: - Oh, que bonitinho! Tão pequenininho e vestido de vampiro... - Mas eu sou vampiro! – reagiu Vladinho. - É claro que é, neném. Tome um pirulito. Deu um pirulito, que Vladinho pegou sem saber porque, virou-se e continuou a andar. Vladinho estava decepcionado. Jogou o pirulito no chão, pulou em cima dele várias vezes, e continuo a andar. Dentro em pouco viu um velhinho careca de bengala andando pela noite com dificuldade. E pensou: “Ta pra mim!”. Aproximou-se do velhinho e fez aquele ruído de novo: “Váááááá”. O velhinho nem tomou conhecimento dele. Continuou andando e passou por ele. Vladinho ficou bravo. Correu na frente do velhinho e fez “Váááááá”, de novo. Daí o velhinho reparou nele: - ô, pobrezinho. Está chorando, ta? - Váááááá´. - Perdeu a mamãezinha, foi? - Váááá´ - fez Vladinho tentando assustar o velhinho de novo. O velhinho tirou um pirulito colorido do bolso do paletó e deu a ele: - Tome, neném. Fique com o pirulito bem aqui. Eu vou ver se acho a sua mamãe. O velhinho continuou andando e Vladinho mais uma vez jogou o pirulito no chão e o pisoteou. Mais à frente vinham duas meninas, um pouco maiores do que ele. E Vladinho pensou: “É agora”. Avançou na direção das duas e deu o seu famoso “Vááááá´”. Ao invés de se espantarem as meninas adoraram: - Olha! Já é festa de halloween – disse uma. - É mesmo! Que demais! – disse a outra. O Vladinho se irritou. E deu um “Váááá” tão forte que ficou até roxo, sem ar. - Que maquiagem legal! Azul arroxeado – disse uma. - Não, querida. Está na cara que é roxo azulado – disse a outra. E assim foram se afastando sem dar a menor bola para o Vladinho, que já estava ficando desesperado. Não conseguia botar medo em ninguém. Como iria sobrepujar a vítima para sugar o seu sangue? Mais adiante ele viu um cachorro. E sorriu. Se aproximou e deu um “Váááá” bem tenebroso. O cachorro olhou para o Vladinho por um instante e depois rolou no chão de tanto rir. Depois dessa Vladinho ficou ainda mais desanimado. Parecia que essa não era a sua noite. E estava cabisbaixo, assim meio triste, quando se aproximou da loja do seu Ademar. Olhou para a vitrine da loja e viu um vulto vindo em sua direção. Esfregou as mãos e sorriu. Agora eu vou conseguir, pensou ele. Andou em direção ao vulto com passos firmes e decididos e armou o seu melhor bote. Enquanto fazia “Vááááá” viu que o vulto também fazia “Váááá” com uma cara ameaçadora. Vladinho se assustou e fugiu com medo... do seu próprio reflexo na vitrine da loja." In: http://www.guri.com/story/emilio_01.asp Contato do Autor: emiliodicarlos@yahoo.com.br